• Sérgio Faria

Confiança, uma palavra tão forte e com um significado especial. Perdemos tantas vezes a confiança em algo ou em alguém, depois por vezes é difícil recuperar, é como se fosse uma espada de dois gumes, corta em ambas as direcções.

Com o tempo a passar começamos a perder a confiança em nós próprios e nem reparamos. Há inúmeras fragilidades que fazem com que isso aconteça. Uma crítica, uma falta de atenção, um julgamento, uma voz, entre outras coisas. E porquê? Porque por vezes pensamos demasiado no que nos dizem ou no que fazemos de errado e a nossa auto-estima começa a baixar sem darmos por isso.

Até que chega o momento em que nos maltratamos, em que perdemos a confiança em nós próprios e isso reflecte-se para o mundo exterior. Que começa a perder a confiança em nós próprios. Porque deixamos de saber quem somos.

Andamos tão embrulhados em pensamentos destrutivos, em medos alheios. E pouco a pouco perdemos um poder que é nosso. E se chegarmos ao ponto de procurarmos culpados, então aí perdemos mesmo o nosso poder. A angústia e a frustração é que comandam, pois a confiança desapareceu.

O amor-próprio foi eliminado, andamos ao sabor da maré e vamos para longe do porto de abrigo… Mas quando percebemos que a responsabilidade da nossa vida só cabe a nós, então tudo muda. Começamos a confiar em nós próprios, a procurar-nos mais. A angústia começa a diminuir, o nosso poder a aumentar. A frustração começa a desaparecer e a alegria aumenta.

Começamos a saber para onde queremos ir, o que temos que fazer e tudo acontece por uma razão. E quem sou hoje, é diferente de quem fui ontem e de quem serei amanhã. A vida é uma evolução, nós somos uma evolução quando despertamos. E é neste momento que abraçamos a nossa confiança, uma das nossas maiores aliadas na nossa vida. E o resto que ficou para trás será mudado, será pior? Será melhor? Só o tempo dirá, mas a verdade é que estamos todos em aprendizagem e tudo está certo.

Gratidão a tudo e a todos que me rodeiam. Aos bons e maus momentos. Ao crescimento que faço todos os dias. Gratidão a mim mesmo por poder viver a vida que quero e poder traçar o meu caminho.



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  • Sérgio Faria

As nuvens preencheram o céu de negro, tudo estava encoberto, o sol escondia-se atrás do negrume daquela alma solitária. As conchas escondiam o coração, pois era a pérola mais preciosa que elas não queriam dar ao mundo. Sem que antes o sol brilhasse lá bem no alto e que tocasse nas conchas.

Assim foi durante anos e anos, a alma cada vez mais solitária, o brilho da pérola cada vez mais intenso. Mas o resultado era sempre o mesmo. O negrume dos céus, os raios solares não trespassavam aquele mando de algodão e as conchas não se abriam como as rosas.

Eram espinhos que atravessavam todo aquele mar cinzento, o violeta perdeu a cor, o azul índigo já não se avistava, o laranja era absorvido pelo manto. Era um pranto de mágoa que ditava aquele cenário escuro e frio.

Foi assim até ao dia que o coração não aguentou mais, não dava mais para suster aquele brilho e assim as conchas floriram com tamanho brilho infinito. O cinzento desapareceu e o rosa da afectividade tocou os céus e o algodão se desfez. A criatividade aumentou, a segurança alimentou-se das rosas que cresciam no fundo do mar. O violeta da espiritualidade acendeu numa chama de pura magia e assim a flor de lótus se abriu para a vida, libertando a alma numa borboleta de todas as cores. E assim as conchas entenderam que não era o sol que fazia o dia bonito, mas sim a pérola que tanto escondiam do mundo, com medo de que alguém a pudesse magoar.

Assim o barco chegou a bom porto e lançou a âncora. Assim começou a pintar o cenário de outras cores e o pranto da mágoa começou a diluir. O fado ganhou uma nova emoção e os sonhos nasceram com o voar daquela borboleta. O coração brilhou mais dando vida àquele mar cinzento que afastava todos os seres vivos. A esperança cresceu.


Pedaços de mim!


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  • Sérgio Faria

Queria imenso escrever o silêncio que me vai na alma, mas não estou a ser capaz. Entre tantos rabiscos só saem pedaços de mim. Não consigo conjugar as palavras e nem acasalar as frases para criar parágrafos.

São silêncios que ecoam no meu cérebro, mas que não sei gritá-los. São pedaços de mim que vou tatuando em textos e desenhos que crio. Estou de luto com a criatividade que me abraça e que arranca de mim o meu melhor e que faz brilhar um ser único.

Solto a minha voz como nunca tinha soltado antes. Solto os pedaços de mim que me completam e que me despem ao mundo. Expresso as minhas emoções sem contrabando e no final sinto o alívio por transformá-las em arte. Uma arte sem medida, sem regras. Um estilo livre que é meu, que é quem eu sou.

Sou uma ovelha negra que dita algo diferente, um lugar estranho, um abrigo sem julgamento e no final crio um poema com pedaços que colhi por onde caminhei.

Peguei nas minhas desventuras e criei um livro de recortes, naveguei pelos sítios que não caminhei, porque não tive a coragem de arrastar os meus pés pelos mares gelados que prendiam a minha alma.

Não consegui escrever o silêncio do meu coração, porque ainda estou a apanhar os pedaços de mim que estão espalhados num mundo que é meu.

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